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domingo, 6 de novembro de 2011

A essência da bênção - Mensagem PIB Grajaú 25/09/2011 - Texto-base: At. 3.1-10

Texto-base: Atos 3.1-10




Todos querem uma bênção. Estudos mostram que a grande maioria das pessoas vai à igreja porque quer receber uma dádiva qualquer do sagrado. Em geral, sabe-se que pessoas que estão com dificuldades são mais suscetíveis à mensagem do evangelho do que aquelas que possuem vidas confortáveis. Por isso vemos Jesus falando que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. É por isso que vemos tantas igrejas na Baixada Fluminense e tão poucas na Zona Sul.

O fato é que não há nada de errado em pedir algo a Deus. Jesus nos ensinou isto, ao mencionar que tudo o que pedíssemos em Seu nome, Deus nos daria. Contudo, o que vemos hoje é uma verdadeira confusão com relação à fé. As pessoas, hoje, só vão à igreja para receberem a bênção, mas ignoram os demais aspectos da vida cristã. Por isso, as igrejas que mais enchem são justamente aquelas que oferecem a bênção sem grandes amarras morais. Pelo contrário, no grande mercado moderno da fé, hoje basta você comprar seu carnê ou dar um sacrifício financeiro à igreja que você passa a ter o direito de exigir de Deus a bênção que você deseja. 

Quando nós observamos as grandes histórias de cura e libertação na Bíblia, porém, percebemos que a coisa não é tão simples, assim. A Bíblia valoriza alguns detalhes, alguns pormenores nestas histórias que, quando analisamos, nos mostram um quadro mais completo de como deve ser o nosso relacionamento com Ele:

1.      As bênçãos de Deus são de Deus, não existem para os homens se vangloriarem: A Bíblia alertou que isso aconteceria no final dos tempos (Mt. 24.11,12), mas o exemplo de Pedro e João mostra que eles fizeram o milagre deferindo a glória a Jesus Cristo (At. 3.6, 16, 4.10-12).

2.     As bênçãos de Deus devem estar alinhadas à Sua Palavra: Havia precedente no passado de Israel de curas e milagres em nome de Deus (Elias e Eliseu), mas sempre serviam como autorização para as suas admoestações (2 Rs. 1.10, 2.21).


3.     As bênçãos de Deus devem ser divididas: O aleijado poderia ter simplesmente ficado feliz e saído correndo, tocando a sua vida. Porém, ele ficou e chamou a atenção de todos que estavam à beira do templo, cantando e louvando ao Senhor. Ao fazer isso, inadvertidamente mexeu com as pessoas à sua volta, fazendo-as se voltar à mensagem dos apóstolos (Mt. 5.16 deve ser nosso objetivo).

4.    As bênçãos de Deus servem para um propósito divino: O aleijado era conhecido no templo. Ele era lá colocado todos os dias para receber esmolas. Era aleijado de nascença, o que a crença usual dizia que era um tipo de doença mais difícil de curar. Entretanto, sua cura não foi unicamente para abençoar a ele, mas para atrair as atenções do povo presente para a autoridade que os apóstolos usavam para pregar a Cristo. Seus atos ajudaram a levar cinco mil pessoas a se converterem.

Exortação: A bênção dos outros pode começar com o seu serviço: Foi graças aos homens que o carregavam e o colocavam no templo que ele conseguia subsistência, e foi graças a eles que ele estava no local certo, no tempo de Deus, para ser curado.





Um comentário:

  1. David Nelson de Almeida Bento6 de novembro de 2011 15:18

    Excelente estudo, Pr. André. Que Deus continue lhe abençoando mais e mais e que seus estudos atinjam muitas vidas, pra glória de Deus Pai!

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