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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pesquisa mostra que mórmons se sentem discriminados pela sociedade


Pesquisa mostra que mórmons se sentem discriminados pela sociedade
O candidato à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, sabe que sua religião pode ser um grande impecílio para que ele consiga concorrer ao cargo pelo Partido Republicano. Romney é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e chegou, inclusive, a ser pastor dessa denominação que representa apenas 2% da população dos EUA.
Ele não cita em sua biografia de campanha que serviu como missionário à igreja mórmon porque sabe que muitos americanos não simpatizam com sua religião. De acordo com uma pesquisa realizada neste mês pelo Centro Pew de Religião e pesquisa, muitos mórmons se sentem discriminados por sua religião.
Oran Smith, diretor do Conselho dos Valores Familiares de Palmetto é uma dessas pessoas que conhece o preconceito. “É que Romney não fez nada estranho nesta campanha, se não muita gente atribuiria isso ao fato de ele ser mórmon”, disse.
Mas de 62% dos mórmons americanos dizem que o público não conhece sua religião, mesmo assim os discriminam.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem sede em Salt Lake City, Utah (Estado com 58% de mórmons), e presidida por Thomas S. Monson, mas sua história começou no Estado de Nova York em 1830 quando Joseph Smith Jr. (1805-44) teria recebido a visita de Jesus Cristo e de Deus.
De acordo com relatos, aos 14 anos Smith pediu para que Deus o ajudasse a escolher uma religião, depois dessa prece o próprio Deus e também Jesus Cristo teriam aparecido para ele pedindo para que o garoto restaurasse a Igreja cristã original e assim surgiu a denominação que tem Joseph Smith como profeta máximo depois de Cristo.
Sete anos mais tarde Smith teria recebido de Deus um livro de ouro chamado de “Livro de Mórmon” que baseia todas as doutrinas da igreja ao lado da Bíblia. Além desses livros os Artigos de Fé escritos pelo mesmo profeta em 1842 também são usados como base na religião.
Nesse livro com 13 princípios estão alguns pontos que separam os mórmons dos cristãos. Os mórmons também crêem na obediência a Deus, batismo, pecado e expiação pelo arrependimento, mas afirmam que Cristo vai voltar à Terra para reinar sobre uma Nova Jerusalém localizada na América.
Outro ponto que é criticado pelos cristãos é a poligamia que acabou sendo vetada pela lei americana. Talvez o tema mais polêmico se refira ao racismo, pois em um episódio o Livro de Mórmon dizia que a pele escura é um castigo, mas hoje a denominação já aceita membros de todas as etnias.
Com informações Folha.com, via GospelPrime
Comentários: Eu não sou fã do mormonismo, por conta de seus desvios doutrinários. As crenças da igreja mórmon não condizem com o cristianismo. Qualquer estudioso de apologética e de seitas e heresias percebe que o Deus que os mórmons prega é diferente do Deus cristão.
Apesar disso, eu concordo que o valor de um homem não deve ser medido pela sua crença. Até porque sabemos que tem muito salafrário no meio evangélico, que engana as pessoas mas acredita (ou não) que Jesus Cristo é o salvador. Por isso, não creio que deveríamos julgar o homem por sua capa, mas sim por seus valores e realizações. E se os valores que a pessoa professa forem condizentes com os valores que acredito serem interessantes, então esta pessoa ganharia meu voto.
Quanto à discriminação que os mórmons afirmam sofrer, isso se deve muito ao fato de que eles acreditam ser a única religião perfeita e verdadeira. Quando uma pessoa adota este discurso, ela sempre será malvista pela sociedade. Os Testemunhas de Jeová sofrem com isso. Os evangélicos sofrem com isso (quando não colocam a ênfase em Jesus Cristo, mas sim na igreja ou em seus líderes). Os católicos sofrem com isso. O problema é que os mórmons são minoria, logo sofrem mais. Novamente, se a pessoa tiver bons valores, para mim é mais importante que suas crenças. Não que eu ache que ela irá se salvar por ser membro da igreja mórmon (pois, para mim, a salvação está unicamente em Jesus Cristo). Porém, ninguém deveria ser desrespeitado por suas opções de vida. 

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