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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Análise de Louvores: Festival Promessas: Seu Sangue - Fernandinho

Boa tarde, prezados amigos e irmãos. Hoje, daremos continuidade ao estudo de louvores entoados no Festival Promessas, da Rede Globo, analisando a música "Seu Sangue", de Fernandinho. Esta foi uma das músicas que tive menos trabalho para analisar e posso afirmar que é uma das mais sadias apresentadas no Festival.

Segue a letra abaixo:

Seu sangue, Sua cruz
Me levam de volta pra Deus
Sua morte, Sua vida
As trevas Ele já venceu
Seu amor me conquistou
Sou eterno devedor
O véu se rasgou
Sua luz em mim brilhou
Sua glória me cobriu
Mais que vencedor eu sou
Mais que vencedor eu sou
Sei que na sala do trono está
Eu quero ir pra lá
Pelo novo e vivo caminho
 
Esta música, sendo analisada por um cristão estudioso da Bíblia, se apresenta com uma bela e sadia teologia. Ela revela a função do sacrifício de Cristo na cruz (o retorno a Deus), o fato de sermos eternos devedores a Deus por conta deste sacrifício, e que desejamos, um dia, estar ao lado do Pai. Não há mistérios na música ou teologias espúrias embutidas em sua letra. Pelo menos não aos meus olhos.

Contudo, a música possui duas frases que precisam de uma boa ministração, antes da sua apresentação:

1. "O véu se rasgou": Como sabemos, o véu separava o Pátio Interno do Tabernáculo e do Templo da região do Santo dos Santos, onde ficava a Arca da Aliança e onde Deus vinha em sua glória falar com Moisés e habitar entre seu povo (Ex. 26.33). Este véu foi rasgado quando Jesus morreu, significando que não haveria mais separação entre o homem comum e Deus, pois, a partir do sacrifício purificador de Cristo, nos livrando de nossos pecados, o homem teria acesso direto a Deus (Mt. 27.51).

2. "Na sala do trono está, eu quero ir pra lá": Esta é uma referência ao Apocalipse, ao fato de que, quando estivermos no céu, estaremos diante de Deus, no mesmo plano que Ele, contemplando a sua glória e adorando-o eternamente (Ap. 7.9,10).

Tirando estes termos, que são mais complicados de um não-crente entender, o restante da música fala muito ao coração de um cristão e pode perfeitamente ser usada, com uma boa ministração, para falar aos não-crentes.

Um último detalhe: Eu não sei o que aconteceu, mas a performance do cantor no Festival foi muito estranha. Já vi algumas ministrações do Fernandinho e sei que ele é empolgado, mas a participação dele no festival foi efusiva demais, prejudicando, em minha opinião, a apresentação da música. Pode ser a edição do programa, pois pareceu ser a última música apresentada por ele no festival, mas a sua ministração me pareceu muito esquisita. Uma pena, pois a música fala por si só.

Amanhã, estaremos analisando um clássico da música gospel contemporânea: Videira. Essa é uma daquelas músicas que dividem opiniões na igreja, e vamos comentar sobre ela com senso crítico (apesar de honestamente gostar de cantá-la). Abraços a todos.

2 comentários:

  1. Muito boa análise. Não vi a ministração do Fernandinho, mas confio em duas coisas:

    1- O Fernandinho é um verdadeiro cristão.

    2- Globo e cristianismo não se misturam.

    Tire suas próprias conclusões das assertivas.

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  2. Amado leitor, agradeço seu elogio. Quanto ao Fernandinho, realmente não sei o que aconteceu na edição. Eu particularmente gosto muito das músicas dele, e Nada Além do Sangue é uma de minhas favoritas. Temo que a edição global tenha sido cruel com ele, neste ponto...

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