Marcadores

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sentimentos que nos tornam humanos: Aflição (Mensagem)

Texto-base: João 16.19-33

Introdução

Nós vivemos em um mundo corrido, agitado, frenético. A cada momento, nos vemos obrigados a tomar decisões arriscadas em frações de segundos, e temos que arcar com os resultados destas decisões (ilustração passado x presente no quesito trânsito, emprego, imóvel, etc).



Porém, não vivemos apenas em um mundo corrido, mas vivemos também em um mundo corrupto, onde as pessoas tentam se aproveitar umas das outras para alavancar o seu próprio sucesso. Em um mundo individualista, é difícil viver temendo o que pode acontecer caso o outro resolva puxar o seu tapete (comum nos negócios).



Ao somar a velocidade do mundo com o seu pecado estrutural, temos uma situação de vida altamente estressante, onde as pessoas não sabem, muitas vezes, como agir ou proceder em determinadas situações. E é nesta instância que surge o sentimento de aflição, um sentimento que pode ser mal-compreendido, se mal-trabalhado em nossas igrejas.

O que é aflição?

A aflição é definida pelo Aurélio da seguinte forma:
1. Profundo sentimento moral produzido por um revés da fortuna, uma circunstância penosa, etc.; pena, agonia.
2. Estado de grande desalento, de profunda tristeza ou mágoa; desgosto.
3. Grande preocupação ou inquietação; ansiedade, angústia.
4. Padecimento físico; tortura.

Desta forma, fica fácil perceber que o ser humano, vivendo no mundo atual, pode padecer de um estado de eterna aflição, não conseguindo perceber como ele pode vencer esta situação. Muitos, ao entrarem neste estado, podem entrar em depressão, por acharem não ser capazes de enfrentar o mundo e tomar as decisões necessárias para viver nele.

A aflição dos discípulos

Apesar das diferenças de vida e tempo, porém, Jesus já tentara trabalhar a questão da aflição com seus discípulos. O contexto do texto apresentava uma situação de mudança, de medo sobre o futuro. Jesus havia dito que deixaria seus discípulos em breve, mas que os veria novamente (v.19), e que eles sofreriam, enquanto o mundo se alegraria (v.20). Estava claro que ele estava falando de sua morte e ressurreição, porém os discípulos não compreendiam isso.
Nesse sentido, percebemos algumas coisas sobre a aflição. Ela é um sentimento que nos torna humanos porque:

1. Ela é universal: Qualquer um está sujeito a ela, pois ninguém é onisciente.
2. Ela é constante: O medo de sofrer ou fracassar sempre ocorrerá no ser humano, em maior ou menor escala.
3. Ela torna o homem humilde: O homem precisa perceber que ele é finito e que, sozinho, não conseguirá ficar totalmente tranqüilo quanto às decisões que precisar tomar.

Outro detalhe que precisamos perceber é que a aflição tem duas origens:
a. Externa: Perseguições, decisões importantes.
b. Interna: Vontades, desejos.

Os discípulos não sabiam, mas iriam passar por este problema no futuro. Com a morte de Jesus, os discípulos temeram por suas vidas e ficaram enclausurados em casa. Somente com a aparição de Jesus ressurreto, eles compreenderam a complexidade da mensagem do Cristo, e somente após o Pentecostes, perceberam que não estariam sozinhos em suas lutas e aflições.

Como lidar com a aflição (de origem externa e interna)?

O mundo religioso de hoje sabe, reconhece os problemas de aflição e angústia que o ser humano enfrenta diariamente. É por isso que a igreja que mais cresce no Brasil nos dias de hoje tem como slogan a frase “Pare de sofrer” e cultos segmentados para acabar com a aflição das pessoas em seus diversos aspectos de vida (sentimental, familiar, financeira, espiritual, mental, etc).



O problema desta teologia pós-moderna está no fato de que ela prega que a solução para os problemas do mundo está em fazer uma troca com Deus, dando dinheiro para a igreja em troca da bênção instantânea, poderosa e nos moldes que o crente deseja. Ou seja, em vez de analisar as questões que levam o homem a ficar aflito, a igreja promete que o homem pode ser atendido em todos os seus anseios, independente se suas origens são boas ou más.



O fato, porém, é que a Bíblia nos ensina que Deus trabalha nas angústias e aflições de algumas formas especiais:

1º Mostrando-nos que elas são parte da nossa vida:

Jo. 16.33 ...no mundo tereis (ou passais) aflições...
2 Ts. 1.4 De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais

2º Dando-nos paz, resolvendo as questões alheias a nós:

Jo. 16.33 Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim... Tende bom ânimo, eu venci o mundo.
Sl. 107.13 Então clamaram ao SENHOR na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.
Ilustração: Paulo (2 Tm. 3.11)

3º Mostrando a Sua vontade, e não fazendo a nossa:

Sl. 143.10-12 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. Vivifica-me, ó SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia. E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo.
Ilustração: Gideão.

4º Perdoando-nos das encrencas que armamos em nossas falhas (povo de Israel)

Nenhum comentário:

Postar um comentário