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segunda-feira, 26 de março de 2012

Primeiro ministro de Israel chama conselho da ONU de hipócrita


Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, chamou o Conselho de Direitos Humanos da ONU de “hipócrita” pela votação de 36 a 1 para criar uma missão de investigação que cuide dos acordos e direitos humanos dos palestinos, esperando que essa decisão mande um “recado” a Israel.

Os israelenses reagiram com fúria à decisão do Conselho e Binyamin Netanyahu disse que o conselho é “hipócrita” e deveriam sentir vergonha disto. O conselho, que se encontrou em Genebra, também aprovou quatro outras resoluções contra Israel, inclusive uma por suas ações no Alto de Golã.

A votação de 36 a 1 teve a abstenção de 10 países. Estes decidiram enviar a missão de investigação para verificar os acordos e direitos dos palestinos por todo o território palestino ocupado por Israel inclusive Jerusalém oriental.

Os EUA chamaram essa resolução preconceituosa de um voto contra os Estados Unidos, rejeitando também as outras quatro resoluções. A Europa ficou dividida nesta questão,  Noruega, Suíça, Bélgica, Áustria e Rússia votaram a favor da medida enquanto que a Itália, Espanha, a República tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Moldova se abstiveram.

Foram contra a medida Angola, Nigéria, Uganda, China, Índia, as Filipinas, Tailândia, Chile, México, Peru e Uruguai. Outros países que também se abstiveram foram a Guatemala, Costa Rica e Camarões. Até hoje, o conselho tomou 91 decisões, 39 com respeito a Israel, três sobre a Síria e uma sobre o Irã.

Na quinta-feira o Conselho teve que ouvir o representante sírio falar sobre direitos humanos e dizer que Benjamin Netanyahu está alheio à realidade. Ele disse: “Outra prova de que Netanyahu está distante da realidade, é o fato de que nesta semana ele facilitou a conferência de um ativista de Hamas numa ONG vizinha do seu prédio. Hamas é uma organização cuja ideologia é baseada em  assassinato de inocentes” disse o representante da Síria no conselho.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu uma declaração sobre a resolução: “… outra decisão surrealista do conselho que é mais interessado em promover uma agenda política unilateral que em direitos humanos. Enquanto todos os direitos humanos são transgredidos no Oriente Médio em escala nunca vista, o Conselho gasta seu tempo e recursos estabelecendo um corpo supérfluo e extravagante cujo propósito único é satisfazer os caprichos dos palestinos e prejudicar as chances futuras de se alcançar um acordo por meios pacíficos”.

A declaração do ministério diz ainda, “Os palestinos devem entender que eles não podem fazer jogo duplo, eles não podem gozar cooperação com Israel e ao mesmo tempo inicia choques políticos em fóruns internacionais”.

A Comissão de Goldstone de 2009 em Gaza que acusou Israel de crimes de guerra originou-se em um tipo de decisão semelhante a essa do pelo Conselho de Direitos Humanos, naqueles dias Israel não cooperou com esse comitê.

O representante de EUA no conselho, Charles Blaha, advertiu que uma missão de investigação esgotaria como essa esgota o tempo e empurrar para frente uma solução.

A Itália e Espanha emitiram uma declaração ao conselho dizendo que as decisões eram ilegais sob lei internacional. Dizem: “uma missão de investigação seria uma repetição dos mecanismos já existentes e não ajudará em mudar o cenário”. A República tcheca fez uma declaração semelhante.

Áustria apoiou a medida mesmo sabendo que a proposta não era suficientemente flexível e que alternativas diferentes deveriam ser vistas. Disse que “concordou em princípio que os acordos eram ilegais, e apresentavam obstáculos a paz e ameaça uma solução de dois estados”.

Traduzido e adaptado de Worthynews

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